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responda-me
E eu rosa
e eu?
eu
a cor do meu desejo
desbotou
empalideceu?
a textura dos meus intentos
esfarelou
virou pó?
a vida bela
finda?
a vida bela
imaginária?
a rosa
o rosa
onde estão?
e eu?
eu
que faço aqui
ali
em lugar algum
Eu, rosa
empalideci
virei pó
imaginei ter vida
Você está onde
existe de fato?
Eu estou aqui
desnuda
vazia
insípida
irreal
e eu, rosa?
e eu.
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postado por : - li ( 19:38 )
entre
entre há paz - entre há vida
favor entrar
olhar ao redor
sentir o ar puro
ver as paisagens da cor de seus mais íntimos desejos
se rosa, temos gosto bom
se azul, o firme propósito de olhar para o alto
se branco, a paz logo ali - logo aqui -
ela está presente
entre
ela está aqui e você
onde está?
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postado por : - li ( 08:14 )
entre
ainda assim
o mesmo
ainda assim
esse amor
que me leva
amor todo
mais chuva que a chuva
mais dor que a dor
que me arrancou
extraiu-me de mim a sombra
a última gota
e caminhei pelo sol como se fosse um rei
o sol profano da felicidade,
trouxe-me as asas para o caminho dos ventos, dos céus
eu voei e
a amei e
a compreendi com o se ela fosse minha
como se ela fosse minha mão,
meu sangue
como se fosse em cada poro,
no filamento do ar,
quando eu rolava na cama
na borrasca do sono
na viagem da minha solidão,
quando nada era tanto, era tudo
e eu a amava
demais, tão e tanto
hoje apenas sei
que há tantas vidas, tantos mundos, tantas guerras
eu sei e sem ela
acho-me e não me encontro,
não respondo a mim mesmo
parado
entre muros
entre mundos
entre vidas....
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Newton Lelis ( 00:36 )
Hoje
Hoje
Eu olho
Invado o meu silêncio
Toco nas paredes nuas
Sem poesia
Eu digo
Esse silêncio
O que dizer quando tudo se foi
Quando não é mais
Quando não há mais
Como as palmeiras brancas
De uma praia
Em que o mar se evadiu
Eu sou de mim o mesmo
Pescador de águas futuras
De águas que agora são
Sei que quando a canção se foi
E os olhos quietos da minha alma choravam
Vi que perdi o que não tinha e sofri o que não podia
E agora que é o tempo do meu desafio,
Meu tempo de ir,
Tempo do meu tempo, da canção na minha canção.
Meu tempo
Ouro da minha solidão
Ouro da minha guerra
Ouro da minha paz.
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Newton Lelis ( 22:36 )
hoje - amanhã não sei -
vou dormir
ardeu sem queimar
doeu sem maltratar
passou quando não deveria passar
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postado por : - li ( 02:29 )
uma amiga
não há nuvens no céu
seu brilho imenso
sua beleza sem par
colares de estrelas
olhares muitos
um deles o meu
quanta formosura Lua Minha
quanta luz
quanto de mim em ti
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postado por : - li ( 01:49 )
gravidade
nesse silêncio onde sepulcros caiados bilham frente ao dia ensolarado
a música emudece no óbito dessa órbita imaginária
eu flutuo enjoada como se em alto mar estivesse
e não sei nadar
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postado por : - li ( 17:27 )
o
céu de papel
chão de estrelas
ares de primavera
um alguém a ser lembrado
uma dor sendo cultivada
erva-daninha
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postado por : - li ( 09:57 )
obra-prima
é o meu blogue rosa
delicadamente preparado para receber
receber-te
é o meu blogue rosa
convidando-te para dançar
melodia de palavras
música da alma
é o meu blogue rosa
céu de estrelas
convidando-te
para bailar
é o meu céu
nuvens brancas
chão de papel
desenho de caminhos
arte final
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postado por : - li ( 10:31 )
Newton
considerações gerais
ela canta
contando comigo
contando com deus
pluralidade de títulos
sentimentos
caminhos
síngular e ímpar
você
seu amor
sua luta sem luto
seu pranto
choro
lamento
louvor
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postado por : - li ( 18:56 )
Tanto na minha alma...
a luta
o luto
muros - jardins
mares castanhos de seus olhos
ela cantando
ele chorando
a lua minha
a palma de sua mão
o vôo de quem sonha um sonho seu
e o amor de quem canta um amor seu
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postado por : - li ( 22:12 )
luto
azul - rosa
cores dessa bandeira
minha luta
meu luto
devora-me a sombra dos pensamentos
a escuridão do desejo
devora-me o alimento desse amor
nesse vento
tremula a tal bandeira com suas cores
exala
seu cheiro
estampa
seu sorriso
derruba-me o muro
derruba-me sua sombra
confina-me na palma de sua mão
ilusão desfeita
luta perdida
luto
prisão perpétua
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postado por : - li ( 23:06 )
Luta
Luto contra mim
É a minha luta
Devoro minha sombra
O repasto de minha carne inútil,
No alimento dessa canção
O rio dessa ilusão,
Sem voz, palavra
Sozinho
Desfeito o amor na palma da solidão...
E desse meu verso triste
Que não lhe faz feliz,
Que não derruba muros,
Que não caminha na verdade do sol,
Nem no silêncio de uma noite serena,
Que não sobe no palco e a beija quando ela canta,
Que não a acompanha como uma sombra quieta
Nem cruza sua rua no cansaço dos pés
E não diz bom dia quando é dia
Ou boa noite
Ou até logo,
Ou qualquer coisa
E é só o meu verso triste
Testemunha da minha luta contra mim mesmo
Que me ampara
Acolhe
Revela
Encobre
Substância do meu nada
Que é tanto na minha vida,
Tanto na minha alma...
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Newton Lelis ( 01:07 )
fevereiro
por mim
por ti
uma pedra
a pedra
quanta prosa
nenhum verso
caem os confetes
corre a serpentina
dançam as máscaras
cantam os foliões
sonha a bailarina
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postado por : - li ( 23:28 )
uma nota só
prefiro ela canta
é lúdico
é puro
é lindo
é amor
Amor de Deus, já q esse é o foco
porque a Deus cantamos
rendemos glorias
de dias
de sonhos
de gestos
de descobertas
quando ela canta
Deus conta com essa nossa alma
não miserável
não pequena
mas grande
por ser ela a Sua morada
prefiro ela canta
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postado por : - li ( 20:37 )
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