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quero meu coração doce
destilando açucares
respirando ares cujo cheiro lembre o verde
o mar castanho desses olhos
quero meu coração batendo forte
batendo fraco
batendo
oxigenando cada pensamento
cada momento vivido ou esperado
quero meu coração
doce
sempre
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eliane ( 23:18 )
paisagem
passado o tempo
passado o jogo
passado a limpo
passo feito pedra
caminho feito estátua
paisagem
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eliane ( 12:20 )
poder
a boca fria
a madrugada
vidas
tempo sim
tempo não
o afago
o culto
ao temporal
ao poético
a morte
pequena
desejada
colorida
face a face
com sua cortina de lágrimas
soluços
idas e vindas
destrói
aniquila
liberta
acoberta
pelo avesso
há vida
há um coração
essa historia
nenhuma história
muito movimento
gosto de sonho
caminhos de viver
renascer
e nunca morrer
#
eliane ( 23:57 )
assim na língua fria
da madrugada
a morte
tempo sim,
tempo não,
o afago
oculto
no temporal
poético
a morte
sem cor
odor
face
com sua cortina de lágrimas
destrói
aniquila
mas liberta
pelo avesso da morte
talvez palpite um coração
uma outra história
uma outra vida
um gosto de sonho
caminhos de viver, morrer, renascer e morrer....
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Newton Lecarva ( 04:03 )
rosa
amor
azul
lembranças
cinza
vc
fogo
paixão
brasa
desejo
vemelho
morte
preto
luto
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eliane ( 00:49 )
e ouço essa música
e loto meu rosa de azul
meu azul de cinza
meu cinza de fogo
meu fogo de brasa
minha brasa de vermelho
meu vermelho de preto
meu preto de FIM
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eliane ( 00:40 )
fico sem palavras
fico cem de mim a condenar-me
a rir de mim
de minha astúcia
aquela do herói mexicano
colorado
eldorado
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eliane ( 00:38 )
sem respeitar pontos
virgulas
acentos
revolta
procuro águas tranquilas
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eliane ( 00:36 )
certa parceria
e eu queria corpo e alma
vida e morte
movimento e descanso
sonhos e realidade
pesadelos e despertar
sede e nascentes de água
eu e você
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eliane ( 02:47 )
na noite
seta poesia
que te afaga
e me lembra
na face desse deserto
o desenho de tua partida
o gosto de tua ausência
na boca morna dessa noite...
seta poesia
que me afaga e
e me lembra
que é só amor e amor só
a poesia, argamassa de palavras, metáfora,
do coração contrito,
pitada de vento e dor,
e lá fora o calor da noite imensa, escura, indiferente...
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Newton Lecarva ( 22:27 )
seca
atada
o nó
cego
esse minha vida de mãos vazias
essa minha vida vos dei
abundante em cinzas
lembranças
passado
braseiros em minha alma
pequena da silva
sem silva
sou eu,
mulher de memórias
póstuma, caminho
que faço
agora
que faço ?
pestanejo no pátio
no beco dessa rua sou eu
argamassa
massa colorida
desbotada
nessa penumbra de fuga...
onde falta coragem
falta-me o sono
falta-me eu
algo
mudanças
sobra-me expedientes
falta-me...
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eliane ( 11:34 )
seco
atado
o nó
a garganta
esse meu amor de mãos vazias
esse amor vos dei...
sem cinzas
sem lembranças
sem passado
pequeno da silva joão
sou eu antônio zé Dias
e dias parados, noites
que faço
agora,
que faço ?
pestanejo no pátio
no beco dessa rua sou eu
argamassa, sono
nessa penumbra de fuga...
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Newton Lecarva ( 01:06 )
prefiro calar-me
imóvel
nao pensar
tempo vale ouro
de sua riqueza, ouro, não preciso
sequer almejo
o descanso aos olhos
ao coração cansado
a oportudidade de sonhar dormindo
acordada não mais
isso quero
disso preciso
descansar
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eliane ( 01:30 )
pensei em responder-te em seus versos
não pude - intocáveis -
beleza demais
que a Lua Minha
acompanhe seus passos
banhe de luz seus sonhos
e cuide de ti
Saudade meu amigo
deixa-me assim:
sem palavras, sem versos
meu beijo
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eliane ( 18:47 )
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